Você ajuda sua equipe a trabalhar?

Dispersão e excessivo controle estão atravancando o trabalho de algumas equipes. O que você pode fazer fazer para melhorar o ambiente. Por isso a questão: Você ajuda sua equipe a trabalhar?

Um dos maiores erros dos chefes brasileiros é atrapalhar o trabalho de sua equipe, com um dupla contraditória: excesso de controle, falta de organização. Um estudo conduzido pela consultoria de RH D&A Consulting com mais de mil profissionais (coordenadores, gerentes, supervisores e diretores) aponta a gestão de pessoas e a liderança como dois dos três piores problemas dos executivos. (O terceiro, não menos preocupante, é a visão do negócio.) Esse comportamento tem, segundo especialistas em recursos humanos, três motivos principais:

1 – Insegurança

Não confiar na própria autoridade leva muitos chefes a monitorar constantemente o trabalho alheio. Segundo Claudio Garcia, CEO da consultoria LHH/DBM para a América Latina, essa insegurança pode ter várias raízes: a chegada a uma nova empresa, a promoção recente ou a pressão que vem de cima e se propaga. “Mas a imaturidade de chefes muito jovens é um dos maiores problemas no Brasil.”

2 – Apego à função antiga

É comum especialistas se tornarem gestores. Como era a melhor técnica, a pessoa pode ficar tentada a microgerenciar. O pior é quando começa a controlar não só os resultados dos outros, mas também como trabalham. “A sua forma de fazer não é a única possível. Há processos diferentes para chegar ao mesmo lugar”, diz Rubens Pimentel, sócio da consultoria Ynner Treinamentos.

3 – Falta de organização

Chefe que não tem claro o que é prioridade gera problemas para si próprio e para os outros. “Se não sabe a ordem de importância das tarefas, não vai conseguir combinar os prazos”, afirma Pimentel. “A tendência é ficar questionando detalhes conforme for lembrando das coisas, enquanto as pessoas tentam finalizar tudo o que têm para fazer.”

Se você está numa situação dessas, seja como chefe ou como subordinado, há dois caminhos a seguir:

Caminho A: Clareza

O chefe não deve deixar dúvidas de como quer que o dia a dia funcione. Sua sala está aberta para qualquer um, a qualquer hora? Ou prefere marcar reuniões formais? Espera ser copiado em e-mails de determinado projeto? “É preciso estabelecer essas regras para que desconfortos e picuinhas não se sobreponham ao trabalho em si”, afirma Garcia.

Tanto chefes quanto equipe precisam ter prazos, metas e padrões de qualidade definidos. Lidar com fatos ajuda a evitar os “achei que podia resolver amanhã” ou “você devia ter feito diferente”.

Caminho B: Leitura do outro

Não adianta pensar no que você faria no lugar do outro. Mais produtivo é observar como as pessoas se portam diante das diversas situações. Esse aprendizado permite que você se adapte ao estilo alheio – ou decida que não quer se adaptar. “Você tem de identificar seus limites”, diz Garcia. “Vale a pena se adaptar, desde que isso não signifique passar por cima do que é importante para você. Pergunte-se: isso me ajuda a ir na direção que quero?”.

Fonte: Revista Época Negócios (Editora Globo) – Ed. 85 (Março/2014).

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Categorias: Gestão, Liderança

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