Qual a importância de definir a estratégia de um negócio?

Costumamos orientar empreendedores em um tema nada trivial: estratégia. Que nada mais é do que definir o caminho a ser executado para atingir determinado objetivo. A genialidade – e a dificuldade – de lidar com o tema é o fato de não existir receita pronta. Qual é, portanto, a importância de definir a estratégia de um negócio?

Pense na quantidade de variáveis que consideramos quando planejamos fazer uma viagem: podemos escolher diferentes meios de transporte, ir sozinho ou acompanhado, podemos levar menos ou mais dias para chegar.

Enfim, sabendo onde quero chegar, preciso definir alguns passos antes de dar início à trajetória. Com as empresas não é diferente. Com um planejamento estratégico em mãos, pode ser mais fácil dar o próximo passo.

Implementar o planejamento estratégico tem muitas vantagens: dá direção ao negócio e oportunidade para analisar alternativas, reduz as incertezas, impede ações movidas por impulso ou arbitrárias e prevê problemas.

Muitos empreendedores têm dificuldade na elaboração do planejamento por não saberem até onde planejar, quem envolver, em qual nível de detalhe entrar. Tudo isso pode tornar o processo bem lento. Vale lembrar: o bom é inimigo do ótimo. Nunca será perfeito, mas o processo de melhoria deve ser constante.

É comum que os empreendedores pequem por esquecer um “detalhe” bem importante: alocação de recursos e planejamento de despesas e receitas. Um bom planejamento financeiro pode ter clara importância para o empreendedor, mas sua aplicação requer tempo e recursos de todas as pessoas da organização.

É mais fácil estimar os custos sem muita profundidade ou sem replicar dados históricos, mas isso pode demandar o uso desnecessário de recursos.

Ter a estruturação financeira de um negócio clara, com um planejamento bem executado, pode ser mais eficaz do que o controle do dinheiro que sai e entra da empresa.

Um bom exemplo disso é a Tecverde. Com as finanças em ordem e projeções bem embasadas, construiu, em parceria com uma empresa alemã, a maior fábrica de casas industrializadas sustentáveis da América Latina.

Além de facilitar acesso a crédito com bancos e agências de fomento, investidores olham com muito mais apreço empresas com boa organização financeira. O contrário também é verdadeiro: a bagunça financeira atrapalha qualquer processo para acessar capital e pode ser, além de difícil, bem mais caro.

O que não vale é ter “planejamento de gaveta”, aquele documento que é feito em janeiro e não é usado durante o ano. O empreendedor que carrega o planejamento debaixo do braço, com uma boa dose de foco e disciplina, consegue, com algum ajuste, aumentar consideravelmente suas chances de crescimento.

Escrito por Henrique Tormena, coordenador da Endeavor Paraná para a Revista Exame.

A Romanhol & Associados tem mais de 15 anos de experiência e atuação em Consultoria Empresarial. Nossa missão é criar soluções e apoiar nossos clientes na escolha e implementação da estratégia, prestando serviços  profissionais com excelência e sendo reconhecidos pela capacidade de gerar lucro. Para mais informações e contato clique AQUI!

O que achou? Deixe um comentário.

Categorias: Gestão, Negócios

Tags: , , , , ,