Produtividade é brilho nos olhos dos colaboradores

Atualmente, produtividade é palavra mais citada nas discussões sobre políticas públicas no Brasil. E é também uma das principais preocupações do setor privado.

Artigo publicado na Revista Forbes Brasil e escrito por João Doria JR*.

O valor de uma empresa está na sua gente. Essa talvez seja a frase mais clichê do universo corporativo. Mas é, também, a mais pura verdade. O nível de eficiência de qualquer companhia está intimamente ligada à sua equipe. A produtividade só se conquista unindo inovação e talentos. A capacidade de um país de melhorar seu padrão de vida a longo prazo depende, principalmente, da educação profissionalizante e melhores condições de cidadania.

Atualmente, produtividade é palavra mais citada nas discussões sobre políticas públicas no Brasil. E é também uma das principais preocupações do setor privado. O Brasil caiu oito postos no ranking de produtividade 2013 – 2014 do Fórum Econômico Mundial (WEF). Esse cenário pode se agravar, pois a produtividade do trabalho em países desenvolvidos cresce em ritmo acelerado. Nos anos 80, a diferença variava entre 180% e 200%, atualmente é de 300%, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A taxa de produtividade do trabalhador brasileiro tem crescido abaixo do PIB – que subiu 29% entre 2000 e 2012. Já a produtividade média do trabalhador (relação entre o PIB e a população ocupada no país) subiu 19% no mesmo período. É um resultado inferior ao registrado por outros países em desenvolvimento, como México e Chile.

Há economistas que defendem que nem infraestrutura, nem educação ou mesmo a gestão macroeconômica das últimas décadas são os maiores entraves que o Brasil enfrenta para vencer a corrida por uma maior produtividade. Acreditam que o país deve concentrar investimentos no setor de serviços. Só assim diminuirá a distância entre o que produz hoje um trabalhador nacional e estrangeiro. Essa é uma posição sensata, embora não defensável. Mas o fato é que o setor de serviços concentra mais de 75% dos empregados formais do Brasil.

A questão da qualidade nas empresas se tornou um fator muito importante e tende a ser cada vez mais estudado. A excelência na entrega de produto ou serviço é um grande diferencial competitivo. E o trabalhador é o protagonista nesse processo.

Uma pesquisa de satisfação realizada por uma multinacional apontou que 64% dos consumidores entrevistados parariam de fazer negócio com uma determinada organização após uma má experiência no atendimento. Pior: 91% deles migraram para uma empresa concorrente, nem que isso significasse pagar mais pelo mesmo serviço ou produto. Altos investimentos em processos, canais de venda e ações inovadoras. Nada disso importa se lá na ponta, na finalização ou no pós-venda, a comunicação entre empresa e cliente não for eficiente. E quem é agente principal nesse momento?

Não à toa, o mercado varejista tem realizado amplas discussões que envolvem capacitação e motivação de colaboradores.

Uma gestão eficaz de pessoas melhora a qualidade e resultados organizacionais. Profissionais com brilho nos olhos vão além. Querem resultados; vibram nas vitórias; se chateiam nas derrotas e não sossegam enquanto não chegam aos seus limites. Empolgação e garra são marcas do povo brasileiro. Mas, para isso, é preciso liderança. Em casa, nas empresas e no país.

Imagem fonte: Reprodução

*João Doria JR é jornalista e empresário, fundador e presidente do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais.

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Categorias: Liderança, Maratona da Produtividade

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