10 Incríveis lições de marketing que Steve Jobs nos deixou

Steve Jobs não só representa uma marca, e sim a uma geração de usuários que seguem a trilha de sua criatividade. O impacto que Jobs gerou na vida de todos não pode ser subestimado. Suas inovações tocaram tudo o que te rodeia, ainda que nem sempre você esteja consciente disso; desde os filmes até os computadores, a música e os celulares. Muita gente ainda segue se perguntando: porque a Apple é tão bem sucedida como marca? Para responder a esta pergunta, basta só lembrar destas palavras-chave de Steve Jobs quando ainda era só um jovem visionário:

“É um mundo complicado e barulhento. Não vamos ter a oportunidade de fazer com que as pessoas se lembrem muito sobre nós”…

E Jobs se encarregou de ser lembrado. Não só os seus produtos são ícones, mas também o seu legado. Achave do êxito de Jobs está em uma combinação de qualidade, inovação e estratégias de mercado que foram pensadas cuidadosamente. Tão efetivas que a Apple conseguiu reinventar produtos que já existiam no mercado, fazendo com que os consumidores pensem que jamais haviam visto algo parecido.

Steve Jobs não só reinventou a Apple, mas também redesenhou e comercializou milhares de produtos que já existiam no mercado (como os mp3 players). Steve era tão engenhoso, que ser despedido do seu posto como CEO da Apple não o impediu de regressar a seu posto em um segundo momento, conseguindo elevar as vendas da empresa.

1) Crie um grande produto.

Desde 1981 até hoje, pode se observar um legado de êxito, estratégia, inspiração e inovação. Poucos empresários fizeram o que Steve Jobs conseguiu: criar um grande produto. Desde sua performance, até o espaço físico que ocupa cada um, o design e a bela caixa em que vem envolvido cuidadosamente, você sabe o que esperar quando compra um produto Apple. Para Jobs (e milhares dentro de sua equipe, é claro! Depois de tudo, Roma não se construiu em um dia, ou sozinha!), em primeiro lugar está a qualidade do produto e não só uma embalagem espetacular ou excelentes estratégias de Marketing. A chave está no produto que é excelente. Em suas próprias palavras:

“Não se trata de cultura pop, e não se trata de enganar as pessoas nem convence-las de que querem algo que não necessitam. Averiguamos o que queremos. E creio que somos muito bons pensando no que as pessoas vão querer também. Isso é pelo que nos pagam. Nós só queremos fazer grandes produtos.”

2) Venda sonhos, não venda só produtos

A estratégia da Apple de vender um pacote global de sonhos, experiências personalizadas e status aos usuários que compram seus produtos, fez com que quase qualquer produto no mercado de hoje passe quase despercebido, se não tem o logotipo da Apple. A Apple conseguiu reinventar produtos que já existiam no mercado, porque quando você compra um produto da Apple, não só está comprando uma excelente peça de tecnologia moderna. Está levando uma ideologia em seu bolso.

A visão que Steve Jobs teve de que os sonhos podem ser realizados. De tomar uma posição na vida e defende-la. De não desperdiçar sua vida vivendo sob o código de outra pessoa, mas ser fiel a você mesmo. A Apple é diferente de todos os demais porque para Steve Jobs, os consumidores da Apple não são consumidores, e sim pessoas com sonhos, esperanças e ambições. E a Apple cria produtos para ajudar a essas pessoas a alcançar seus sonhos e metas.

Steve_Jobs

A Apple sempre foi inovadora, desde seus produtos até a forma de comercializar a mensagem nos meios. Um exemplo disso foi quando lançaram o famoso comercial “1984”, que podemos ver abaixo. Explica porque “1984” não foi só “1984” depois que o mesmo saiu, como uma espécie de marketing-evento, onde a campanha em si foi tão revolucionária que os meios de comunicação a cobriram como se fosse um evento.

3) Foque-se na experiência.

Pense diferente, e como a Nike e a Apple, foque-se em criar um universo de sensações, experiências e valores adquiridos através da compra do produto. Analise o que se sente ao ser um usuário dos seus produtos e pense no que precisa melhorar, e em que deve se focar. Quando você compra um Macbook Air Apple, não compra só um computador onde pode fazer seus trabalhos, editar suas fotos e vídeos ou se conectar com seus amigos. Você está comprando a crença da Apple de que as pessoas com paixão podem mudar o mundo e melhora-lo.

No caso da Nike, eles vendem uma commodity, mas quando você pensa em Nike, pensa em toda a experiência. Referir-se a Nike como empresa, não é só como se falássemos apenas de várias fábricas melhor calibradas que um relógio ou uma companhia que vende tênis, mas sentimos como se falássemos de um estilo de vida. A Nike representa paixão, cruzar os próprios limites, treinar, resistir e cumprir as suas metas. A Nike nem se quer menciona que vendem tênis em seus anúncios e essa é a chave do seu êxito.

4) Converta os consumidores em evangelistas, não só em clientes.

Uma das estratégias mais importantes da Apple é conseguir que seja o consumidor a desejar recomendar a marca sem que se pague por isso. Assim como outras marcas de culto como Harley Davidson (a grande empresa de motocicletas que vende uma subcultura, um estilo de vida, não apenas motos), os usuários da Apple são defensores, patrocinadores e fanáticos da marca. Desde a clássica luta entre desenhadores sobre qual é o melhor computador para desenhar gráficos, Apple ou PC, até os que pregam que usar um iPhone é a única opção quando falamos de celulares, os usuários da Apple são evangelistas que representam uma maneira de pensar, uma nova geração, uma missão, algo muito maior que eles mesmos. São parte da equipe e têm a mesma visão da empresa. Agora, a Apple conseguiu fidelizar os seus consumidores da maneira mais rentável que é tornando-os fanáticos. A Harley Davidson, por outro lado, conseguiu chegar ainda mais longe, fazendo com que sejam os próprios consumidores a decidir se tatuar com o logotipo da marca como símbolo de filiação. E isso é muito poder.

5) Domine a mensagem (e já que estamos, o delivery do mesmo)

Você pode ter um produto excelente, mas se falhar na comunicação, é como presenciar um show de comédia stand-up em outro idioma. Jobs contava com os melhores discursos de apresentação na história da corporação. Pregava contra as apresentações de Power Point, dizendo que a ferramenta deveria ser usada só quando necessário. Dominar o tema, a mensagem e saber apresenta-lo sem ajudas visuais fala muito mais do que um lindo gráfico criado com um elegante esquema de cores pastel. Para grupos grandes, o Power Point é excelente, mas Jobs detestava que usassem apresentações para as reuniões, porque o via como sinal de que não dominavam completamente o tema sobre o qual iam expor.

6) A tomada de decisões deve ser realizada por um grupo, não por um comitê.

Não é de se estranhar que não existam monumentos aos comitês. A decisões importantes de uma companhia devem ser tomadas dentro de um grupo designado a tomar decisões; um pequeno grupo que confia em seus instintos porque estão submergidos nos objetivos da empresa. Você sempre deve incentivar a equipe de trabalho a debater sobre as ideias e só deixar aqueles mais aptos a tomar decisões.

7) Encontre um inimigo

Pense em Pepsi versus Coca-Cola e suas midiáticas batalhas. Deixe claro quem é o inimigo e faça com que as pessoas tomem um lado, porque é parte do comportamento humano que foi introduzido como ideia graças aos psicólogos sociais franceses Gabriel Tarde e Gustave Le Bon. A herd mentality, ou mentalidade de massas, é o que ocorre quando se produz a consciência coletiva em um grupo de pessoas influenciadas e pressionadas pela passa a adotar certos comportamentos, seguir modas e/ou comprar produtos. O desejo de filiação e de explicar a desordem do mundo, faz com que os consumidores se sintam melhor pertencendo à ideologia de uma marca que combine com seus valores e pensamentos. Se você não faz frente ao que crê, passará despercebido. E o que é melhor do que declarar em que acredita, deixando mais do que claro no que não acredita?

A Apple está muito consciente disso, e consequentemente, seus usuários também, e o inimigo é claro: Bill Gates e o que, segundo Jobs, trouxe a Microsoft ao mercado: mal gosto. O inimigo número um da Apple é a complexidade, a falta de bom gosto e um modo de pensar convencional, todos os aspectos que Jobs deixou mais do que claro que a Microsoft possuia. Jobs declarou – “O único problema com a Microsoft é que ela não tem gosto. Não tem gosto para absolutamente nada. E não me refiro em uma pequena medida, e sim a uma grande medida, no sentido de que não pensam em ideias originais, e não levam muita cultura para os seus produtos”. Para Jobs, parte importante do desenvolvimento de um produto está na estética do mesmo, e que esse design homogêneo que representa a marca seja um estilo que possa ser encontrado em absolutamente todos os seus produtos.

8) Mantenha o design simples, e quando conseguir, simplifique-o ainda mais.

É a essência dos produtos da Apple. Não existe outro produto da concorrência que supere sua simplicidade. Desde a experiência do usuário até o seu design estético e o delicado trabalho para fazer com que seus produtos sejam intuitivos, uma coisa fica mais do que clara: menos é mais.

9) Você não tem que ser o primeiro, mas deve ser o melhor.

E por último, mencionamos no ponto 2 que a Apple não inventou o reprodutor de mp3, Smartphone, Tablets ou computadores, mas os redefiniu e investiu todos os seus esforços para criar a realidade de que seus produtos marcavam um antes e depois na tecnologia, por mais que já tenham sido apresentados no mercado pela concorrência. A Apple melhorou a experiência do usuário, a navegabilidade, o peso, a embalagem, os canais de distribuição, conseguiu melhorar o design, tamanho, prestou atenção e conseguiu desenhar produtos que sejam cômodos de carregar com eles para todas as partes.

“Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias” – Steve Jobs

10) Inove ou morra

Steve Jobs sabia que a chave está em mergulhar na experiência do usuário e detectar o que precisa, o que deseja. Pensar de fora para dentro, e constantemente oferecer produtos e serviços que satisfaçam essas necessidades. A Apple se mantem percursora no mercado atual, e lançou um app que medirá sua saúde e automatizará o seu lar com seu novo iOS 8. O sistema operacional iOS 8 foi apresentado por Tim Cook na conferência número 25 para desenvolvedores da empresa, segundo indicou Reuters. O software inclui, entre outros, o Healthkit e Homekit, aperfeiçoando o estilo de vida cômodo, simples e prático que a Apple pretende outorgar com seus produtos. O Healthkit permitirá aos usuários controlar seu estado de saúde e será um centro de dados onde ficarão gravadas as informações de outros aplicativos relacionados com as de fitness. Homekit, por outro lado, vai permitir ao usuário controlar suas fechaduras, luzes e as portas de garagem através do dispositivo.

Desde os Genius Bars até a Apple Store, a visão e as crenças pessoais de Jobs ficaram vivas no legal dos produtos mais cool, cujos esforços de vendas destacam até a embalagem. Ele acreditava que não era necessário apenas inovar, mas também pensar e sonhar grande, acreditar em algo e lutar por isso. Se você quer se destacar em um mercado altamente competitivo, deve se animar e arriscar-se, mas sobre tudo deve ser diferente, ou se camuflará entre todos.

“Esta é uma homenagem aos loucos. Aos inadaptados. Aos rebeldes. Aos desordeiros. Às fichas redondas nos buracos quadrados. Aos que enxergam as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras e não sentem nenhum respeito pelo statu quo. Você pode cita-los, discordar deles ou vilanizá-los. O único que você não pode fazer é ignora-los, porque eles irão mudar as coisas. São os que fazem avançar o gênero humano. Ainda que alguns os vejam como loucos, nós vemos seu gênio, porque as pessoas que estão suficientemente loucas para pensar que podem mudar o mundo… são quem os mudam”.- Steve Jobs, Think Different (1997). Clique AQUI para ver o vídeo legendado.

Esse post saiu primeiro no Postcron e foi escrito de forma sensacional por Camila Villafañ.

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Categorias: Inovação, Liderança, Negócios

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